Ano I - Número 2
   Agosto / Setembro de 2001
 
 

Sintonia e realidade

      A segunda edição do nosso Ambiente Legal nasce em um contexto promissor. Internacionalmente acaba de ser aprovado o Protocolo de Kyoto, por 180 Países, o que significa que o protocolo está pronto para ser ratificado.
É certo que os EUA, maiores poluidores do Planeta, não assinaram o documento. Mas também é fato que começam a surgir no próprio país do presidente Bush pressões para aplicar os termos desse compromisso de responsabilidade planetária. O Brasil, que foi atuante na conferência internacional, deve agora dar início ao processo de ratificação do protocolo no congresso nacional, visando cumprir as metas que preconizam um modelo de desenvolvimento que não coloque em risco a sustentabilidade da Terra.

      A edição está enriquecida com a presença de Fernando Alves de Almeida, que acaba de regressar do encontro de Bonn, na Alemanha, onde foi ratificado o protocolo de mudanças climáticas. A sua entrevista traz um panorama das ações que o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável - CEBDS vem adotando e que, à luz do novo compromisso internacional, deverão ser em muito incrementadas.

      Também focamos nossa atenção sobre um setor que acaba de ser abrangido pela legislação ambiental brasileira. Os postos de abastecimento de combustíveis foram enquadrados como estabelecimentos “potencialmente poluidores”, sujeitos ao licenciamento ambiental e, como tal, deverão adotar inúmeras providências técnicas para se ajustar à nova legislação.

      Noutra esfera de atuação do Escritório, estamos apontando inconstitucionalidade no novo Código Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Uma pena, visto que, embora nascido sob a égide da ética e da modernização, o novo instrumento disciplinar “transgride” e permite que seja caracterizado como autoritário.

      Os artigos de Antônio Fernando Pinheiro Pedro tratam de dois temas candentes. O primeiro justamente sobre a questão das “Mudanças Climáticas” e o segundo sobre o novo “Estatuto da Cidade”. Um refletindo sobre o Planeta, outro sobre a menor unidade da Federação da República. Não se trata de pura ousadia, mas de sintonia com os principais fatos que exigem um claro posicionamento de nosso Escritório. Afinal, como já ensinou um chefe índigena americano,
há uma relação em tudo”.

O Editor

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