Das
posições extremas do passado, que antagonizavam “poetas”
e “loucos ambientalistas” (que defendiam sua causa com atos
heróicos) e empresários recalcitrantes (que só cumpriam
as exigências ambientais à custa do fórceps das agências
de controle), muita coisa mudou, principalmente nestes últimos
anos após a ECO 92.
Longe
da convergência total no modo de encarar a questão, a distância
entre os dois pólos já é bem menor e parece que todos estão
aprendendo uma outra lição no cenário ambiental: ele
pode ser um bom negócio.
Assim,
em breve, moléculas de gases poluentes serão vendidas em
bolsas de valores, por intermédio de certificados que equivalem
a um montante desses gases capturados ou reduzidos. Esta
é a principal matéria da terceira edição do Ambiente
Legal.
Trazemos
também a entrevista com o advogado ambientalista Alberto
Ninio, do Banco Mundial, em Washington, Estados Unidos,
que atendeu a reportagem do Ambiente Legal em meio aos trágicos acontecimentos promovidos pelo terror
obscurantista, no último dia 11 de setembro. Ele é um dos
responsáveis pelo Painel de Inspeção do Banco, uma
espécie de ouvidoria internacional para reclamações sobre
projetos que contam com o apoio financeiro da instituição.
Tem
muito mais. Ambiente Legal tomou conhecimento
do livro “A Máfia Verde” que traz os bastidores do movimento
ambientalista internacional, com passagens pelo Brasil,
inclusive. A publicação promete causar incômodos ao desvendar
o que alguns denominam de lado obscuro do “ambientalismo
de resultados” das chamadas ONGs, até agora não explorado.
A manipulação política de recursos de projetos, nem sempre
são voltados de fato para a defesa ambiental, ou para os
interesses nacionais. É ler para conferir ou legitimamente
criticar.