Ano I - Número 3
   Outubro / Novembro de 2001
 
 

Ambientalismos de resultados

      Das posições extremas do passado, que antagonizavam “poetas” e “loucos ambientalistas” (que defendiam sua causa com atos heróicos) e empresários recalcitrantes (que só cumpriam as exigências ambientais à custa do fórceps das agências de controle), muita coisa mudou, principalmente nestes últimos anos após a ECO 92.

      Longe da convergência total no modo de encarar a questão, a distância entre os dois pólos já é bem menor e parece que todos estão aprendendo uma outra lição no cenário ambiental: ele pode ser um bom negócio.

      Assim, em breve, moléculas de gases poluentes serão vendidas em bolsas de valores, por intermédio de certificados que equivalem a um montante desses gases capturados ou reduzidos. Esta é a principal matéria da terceira edição do Ambiente Legal.

      Trazemos também a entrevista com o advogado ambientalista Alberto Ninio, do Banco Mundial, em Washington, Estados Unidos, que atendeu a reportagem do Ambiente Legal em meio aos trágicos acontecimentos promovidos pelo terror obscurantista, no último dia 11 de setembro. Ele é um dos responsáveis pelo Painel de Inspeção do Banco, uma espécie de ouvidoria internacional para reclamações sobre projetos que contam com o apoio financeiro da instituição.

      Tem muito mais. Ambiente Legal tomou conhecimento do livro “A Máfia Verde” que traz os bastidores do movimento ambientalista internacional, com passagens pelo Brasil, inclusive. A publicação promete causar incômodos ao desvendar o que alguns denominam de lado obscuro do “ambientalismo de resultados” das chamadas ONGs, até agora não explorado. A manipulação política de recursos de projetos, nem sempre são voltados de fato para a defesa ambiental, ou para os interesses nacionais. É ler para conferir ou legitimamente criticar.

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