Nos dias de hoje,
a questão ambiental deve ser central para qualquer projeto político
comprometido com o progresso, a democracia e a justiça social. Neste
artigo, a análise crítica do quadro atual e uma proposta de alternativa
de poder.
O período eleitoral
é pródigo em várias coisas. É pedagógico! Oportunidade para comparar
a prática com discursos e propostas. No campo ambiental, as próximas
eleições, como nunca, vão explicitar quem são aqueles que têm propostas
reais, não discursos poéticos ou práticas fora de sintonia com a nova
ética do Planeta.
Para
colocar o tema no contexto, é preciso que se reconheça que a democracia
contemporânea e o sistema partidário estão em crise não apenas no
Brasil. Aliás, o mundo encontra-se em uma fase de transição das chamadas
democracias tradicionais para um novo paradigma, que começa a ser
conhecido como “gestão participativa”.
Crise,
que é monitorada pelos chamados “corpos intermediários de terceira
geração”: ONGs ambientalistas, organismos internacionais como o Banco
Mundial e a ONU e organizações corporativas como o World Conciel for
Sustaneible Development. São esses os novos atores que influem decisivamente
na formulação das políticas públicas, não mais apenas em um país,
mas em Regiões, a partir da formação de blocos econômicos (Mercosul,
Comunidade Européia, Tigres Asiáticos, Nafta, Países Andinos). Assim,
o conceito de “autonomia” de territórios nacionais cede lugar a outro,
que supera a visão tradicional dos três poderes constituídos do Estado
nacional. Esses novos atores contam com a força da mídia, que, como
nunca na história do Planeta, interfere e age na exposição e intermediação
de conflitos.
É
nesse cenário - no qual nos deparamos com o superado discurso das
esquerdas tradicionais, cujo ícone paradigmático foi a queda do Muro
de Berlim, e com a ineficácia dos modelos neoconservadores ou sociais
democratas, que cultuam o mercado como o “Senhor” todo poderoso -
que aparecem novas formas de ver e fazer política, suplantando a visão
dicotômica entre o bem e o mal. Aliás, o esgarçamento da estrutura
tradicional de poderes da República tal como posta há três séculos,
coloca as novas gerações na expectativa de que algo de novo aconteça
no cenário político do Brasil e no Mundo.
Frente
a esse quadro, não é possível lidar com os novos desafios da tecnologia,
da exclusão social, da economia globalizada e da ampliação global
da degradação ambiental, com políticos e estruturas partidárias que
pouco ou nada estão preparados para o enfrentamento destas questões.
As
ferramentas são outras. O administrador moderno, politicamente engajado,
deve saber lidar com os instrumentos do chamado ambiente de regulação,
com as demandas da participação popular na gestão pública, com os
interesses difusos da sociedade, das minorias e de grupos de interesse,
ou com a busca pela qualidade de vida, seja lá o que isso possa significar
para cada indivíduo. O político moderno, antes de tudo, precisa ser
um negociador, voltado para a solução de conflitos e desprovido de
projetos hegemônicos que, como sabemos, contaminaram o ambiente político
do séc. XX.
Projetos
ultrapassados, que podem ser notados tanto na perda da credibilidade
do discurso da esquerda tradicional, quanto na ineficácia da ação
populista da direita. É bem verdade que, nos últimos anos, surgiu
uma brecha que foi ocupada, temporariamente, pelo discurso social
democrata, porém, nem um pouco identificado com o norte desse pensamento.
Não é à toa, portanto, que se observa governos “liberais” adotarem
posturas intervencionistas e protecionistas e governos sociais democratas
implantarem programas econômicos e sociais do mais puro monetarismo.
Por
isso, quero informar que encontrei na nova proposta do Partido Verde
o caminho político para me expressar e operar. Na minha visão, esta
é a melhor alternativa para expressar as propostas de mudanças na
administração pública brasileira. O Partido Verde, atualmente, configura
a perfeita identidade da nova cidadania de “terceira geração”, com
a democracia participativa e a mudança dos mecanismos voltados para
a solução dos conflitos do Estado Moderno.
Como
candidato ao Governo do Estado de São Paulo, adoto o discurso da sustentabilidade.
Isso quer dizer que vamos perseguir uma gestão econômica viável, cuja
missão é reduzir a pobreza e as distâncias sociais, proteger e racionalizar
o uso dos recursos ambientais, bem como lançar as bases para que a
estrutura social opere sob uma plataforma democrática, justa e plural.
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