A luta pela preservação ambiental é
um dos grandes ícones das duas últimas décadas do Século XX e, pelo
jeito, permanecerá como bandeira ainda por muitos anos no século que
se inicia. A realidade ambiental assim exige.
A agenda de compromissos ambientais, pautada a partir da ECO 92, será
avaliada nos próximos meses de agosto e setembro, em Joanesburgo,
na África do Sul, no evento conhecido como “Rio + 10”, que reunirá
mais uma vez a “Cúpula do Planeta”.
A expectativa é que haja avanços e ações efetivas. Não é mais possível
ficar apenas nos discursos e nas boas intenções. Não será fácil. A
relutância dos Estados Unidos da América em referendar o Protocolo
de Quioto, destinado a reduzir as emissões de gases poluentes responsáveis
pelas mudanças climáticas, é um exemplo das dificuldades a serem enfrentadas.
O país que contribui com as maiores cargas de emissões diz que o Protocolo
seria desastroso para sua economia.
Se o Protocolo não é o único fator do qual dependemos para produzir
uma “agenda positiva”, ele é o mais emblemático, nos mostra como os
problemas ambientais são graves, difíceis de serem solucionados, porque
na balança internacional os fatores ambientais pesam, mas ainda não
desequilibram. Observe-se que a humanidade não consegue resolver o
flagelo da fome, cuja dimensão dramática chama mais a atenção, atenção
essa que, no entanto, não é capaz de produzir resultados práticos.
A questão ambiental que, infelizmente, pouco ou nada significa para
a grande massa da população do Planeta, ainda vai ter que esperar,
embora esta não seja a melhor política, conforme alertam os estudos
e pesquisas científicas.
A nós, cidadãos brasileiros, cumpre, neste momento da história, exercermos
de fato nossa cidadania, acompanhando de perto os resultados da Rio
+ 10, exigindo dos candidatos à presidência da República e aos governos
dos Estados que incluam em suas plataformas eleitorais o compromisso
ético de cumprir a agenda ambiental para o século XXI, agenda que
possui tarefas planetárias, mas que também impõe inúmeras lições de
casa no âmbito nacional. Se cada um fizer sua parte... Cidadania e
patriotismo também devem ser exercidos depois da Copa do Mundo de
Futebol, quando tiramos nossas camisas verde-amarelas e deixamos as
arquibancadas para nos dirigirmos à “Arena da Vida”.
O
Editor
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