O
Ensino do Direito
A constatação
de que existe crise no ensino brasileiro é óbvia. Por via de conseqüência,
o ensino do Direito pode também padecer do mesmo problema. No intuito
de promover avaliação crítica sobre o tema, Ambiente Legal inicia,
com o depoimento de Fábio Ferreira Figueiredo, assessor adjunto do
Instituto Educacional São Miguel Paulista, entidade mantenedora da
UNICSUL – Universidade Cruzeiro do Sul, um levantamento de idéias
e opiniões que deverão dar subsídios para um grande evento a ser promovido
pelo Escritório Pinheiro Pedro Advogados no segundo semestre deste
ano.
Fábio
diz que é extremamente difícil avaliar a qualidade do ensino jurídico
brasileiro adotando indicadores como o “Provão” (ENC), Exame de Ordem
e Concursos para a Magistratura. “Eles demonstram a condição do formando,
não do curso, o que é muito diferente”. Além disso, os critérios destes
“concursos” são controversos, na opinião do assessor do IESMP.
Indagado se a taxa de reprovação nesses
concursos espelharia a má qualidade do ensino superior, ele opina:
“Não. É possível que espelhe, principalmente, a péssima formação do
estudante nos níveis fundamental e médio, que não pode ser sanada
por instituições de educação superior. Registre-se que, nos níveis
fundamental e médio, o estudante passa em média 11 anos de sua vida,
ao passo que no nível superior este tempo é de aproximadamente 4 anos.
Por isso mesmo, os recursos públicos devem ser prioritariamente direcionados,
como fazem os países mais desenvolvidos do mundo, à educação básica.”
Contudo,
o fato é que as universidades lançam grande quantidade de bacharéis
de direito no mercado. Isso é bom, aproxima a população da busca pelos
seus direitos? “É saudável para a população a existência de maior
número relativo de bacharéis no mercado, assim como é saudável que
o nível de instrução da população como um todo melhore”.
Mas,
e a grade curricular, ela é satisfatória, prepara efetivamente esses
profissionais para o mercado de trabalho? Fábio pondera que este assunto
está sempre em pauta e é bastante controverso. Diz ele: “Ao mesmo
tempo em que se pretende flexibilizar o conteúdo dos cursos, textos
normativos insistem em engessar a formação do estudante de direito,
haja vista as exigências de currículos mínimos ou diretrizes curriculares.
Às escolas não é dado o direito de formar o ´seu` bacharel”.
A
suposta má qualidade dos cursos tem sido responsável pelo aparecimento
de um grande número de cursos de especialização. Na verdade, opina
Fábio Figueiredo, isso é importante, pois as escolas devem estar em
constante sintonia com a realidade do mercado, se antecipando às tendências
e promovendo formas de atualização dos seus estudantes. “Sem dúvida
os cursos de pós-graduação, incluídos aqui os de especialização, são
ferramentas válidas para a atualização dos profissionais, inclusive
os do Direito”.
Para
participar do debate deste assunto envie sua opinião para o endereço
eletrônico: ambientelegal@pinheiropedro.com.br
Seminário
O
Escritório Pinheiro Pedro Advogados, pelo segundo ano consecutivo,
participará do SIMAI - Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial
e da Feira de Equipamentos e Serviços para o Setor Ambiental Brasileiro.
Na sua quarta edição, os dois eventos serão realizados entre os dias
23 e 25 de outubro próximo, no Expo Center Norte – Pavilhão Vermelho.
Para este ano também está prevista a realização da Global Conference
– Construindo o Mundo Sustentável. A organização dos eventos é da
Revista Meio Ambiente Industrial. Informações pelos telefones: (11)
3917 2878 e 0800 7701449,
Website: www.fimai.com.br , E-mail: rmai2@uol.com.br
Sustentabilidade,
um bom negócio
Um
livro que promove a “sustentabilidade” como um bom negócio não apenas
para a questão ambiental. Fernando Almeida, do Conselho Empresarial
Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável fez o lançamento do
livro “O bom negócio da sustentabilidade”, no último dia 16 de julho,
em São Paulo, ressaltando que este conceito é bom para o mundo dos
negócios.
Fernando
Almeida diz que “chegou a hora de disseminar de forma mais abrangente
o conceito junto aos empresários brasileiros”. Para ele, a sustentabilidade
na sua concepção completa, ou seja, sustentabilidade econômica, social
e ambiental, ainda está restrita a um grupo muito limitado de empresários
brasileiros e, para que o Brasil avance rumo ao desenvolvimento completo,
é preciso que mais empresas e empresários professem este conceito
em suas atividades.
O
livro foi editado pela Editora Nova Fronteira e é bastante oportuno
para o momento em que o mundo se prepara para a Conferência Mundial
da ONU, “Rio + 10”, em Joanesburgo, na África do Sul.
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